08 dezembro 2013
14 junho 2013
21 maio 2013
Concurso - Podcast na Educação
Pelo quarto ano consecutivo alunos do primeiro
ciclo, do Agrupamento de Escolas da Gafanha da Encarnação, participaram no concurso
"Podcast na Educação" promovido pelo Ministério da Educação e
Ciência, através da Direção-Geral da Educação.
Esta iniciativa pretende incentivar a utilização
das Tecnologias de Informação e Comunicação, assim como promover a aquisição de
conhecimentos, competências e valores através do ato de contar histórias.
Este ano o trabalho foi realizado pela turma do
4º ano da EB Norte, e com a colaboração magnífica do Professor César Leite.
15 abril 2013
Código para daltónicos - COLORADD
ColorADD, Símbolos que Incluem Cor!
Ser daltónico é possuir uma alteração
congénita, associada ao cromossoma X, que resulta numa incapacidade para distinguir
algumas cores ou seja “cegueira para as cores”.
Existem três tipos de daltonismo (dicromacia,
tricromacia anómala e monocromacia). Esta deficiência, segundo vários estudos
tem uma prevalência de 10% na população masculina mundial. Do ponto de vista
funcional, as pessoas portadoras desta deficiência podem encontrar-se privadas
de realizar algumas tarefas rotineiras, ou viverem situações de perigo, quando
estas dependerem da leitura das cores. São exemplo disso a leitura dos
semáforos, cores de sinalização rodoviária, traço das linhas de metropolitano,
rotulagem de medicamentos e produtos tóxicos entre outros.
Desenvolvido com base nas 3 cores
primárias, representadas através de símbolos gráficos, o código ColorADD
assenta num processo de associação lógica que permite ao daltónico, através do
conceito adição das cores, relacionar os símbolos e identificar facilmente toda
a paleta de cores. O Branco e o Preto, surgem para orientar as cores para as
tonalidades claras e escuras.
Miguel Neiva, criador do sistema de
identificação de cores para daltónicos, já traçou quais as metas para o futuro
do ColorAdd.
O designer portuense pretende, em 2013, introduzir o ColorAdd em diversas marcas de roupa como o grupo Inditex (Zara), Benetton, Swatch ou Lego.
Em entrevista à agência Lusa, Miguel Neiva afirmou que sabendo que "90% dos daltónicos precisa de ajuda para compra roupa", "a adoção do ColorAdd por estas marcas seria um marco na divulgação e impacto social do projeto".
A expansão para a área do vestuário, calçado e têxtil começou ainda este ano, com a inserção do ColorAdd nas etiquetas de marcas portuguesas como a Zippy ou Modalfa e na marca de sapatos Dkode.
O código de cores para daltónicos já se encontra, também, implementado na área da Saúde como o Hospital São João ou dos Capuchos, na rede de transportes Metro do Porto e em diversos materiais e jogos didáticos.
A longo prazo, a aposta é nos Jogos Olímpicos 2016, no Rio de Janeiro. Miguel Neiva considera relevante a adoção do seu código de cores para daltónicos numa competição onde participam mais de 200 países, cada um com as suas cores.
O designer portuense pretende, em 2013, introduzir o ColorAdd em diversas marcas de roupa como o grupo Inditex (Zara), Benetton, Swatch ou Lego.
Em entrevista à agência Lusa, Miguel Neiva afirmou que sabendo que "90% dos daltónicos precisa de ajuda para compra roupa", "a adoção do ColorAdd por estas marcas seria um marco na divulgação e impacto social do projeto".
A expansão para a área do vestuário, calçado e têxtil começou ainda este ano, com a inserção do ColorAdd nas etiquetas de marcas portuguesas como a Zippy ou Modalfa e na marca de sapatos Dkode.
O código de cores para daltónicos já se encontra, também, implementado na área da Saúde como o Hospital São João ou dos Capuchos, na rede de transportes Metro do Porto e em diversos materiais e jogos didáticos.
A longo prazo, a aposta é nos Jogos Olímpicos 2016, no Rio de Janeiro. Miguel Neiva considera relevante a adoção do seu código de cores para daltónicos numa competição onde participam mais de 200 países, cada um com as suas cores.
ColorADD na Rede Escolar e nos Exames
Nacionais já em 2013!
A Referenciação dos Exames com o código
ColorADD, justifica-se pela necessidade de inclusão de minorias, sempre que a
cor é fator relevante à interpretação, seleção e escolha. Neste sentido,
pretende-se disponibilizar em tempo real, um recurso educativo ao dispor dos
docentes no trabalho educativo com alunos, determinante à interpretação da cor
e consequentemente das matérias a exame. A opção de utilizar o código nos
Exames Nacionais para TODOS os alunos, enquanto sistema complementar à
legendagem de mapas, figuras ou esquemas tem por base um critério de
simplicidade na articulação da comunicação - Incluir sem Descriminar, de uma
forma simples e intuitiva, neste momento fundamental na vida de alunos e
professores.
A ColorADD apoia a implementação do código
nas escolas e bibliotecas escolares através da acção da ColorADD.Social. Esta
associação sem fins lucrativos dedica-se a acompanhar e capacitar as
Comunidades Escolares de forma a que TODAS as pessoas nessas comunidades sejam
incluídas neste processo de transformação social.
26 março 2013
O papel do Terapeuta da Fala
“O Terapeuta da Fala é o
profissional responsável pela prevenção, avaliação, intervenção, gestão e
estudo científico das perturbações da comunicação humana, de todas as funções
associadas à compreensão e expressão da linguagem oral e escrita e outras
formas de comunicação não-verbal” (APTF).
A população alvo
de atendimento vai desde os recém-nascidos aos idosos, tendo como principal
objetivo otimizar as capacidades de comunicação e/ou deglutição do indivíduo,
melhorando assim a sua qualidade de vida (ASHA, 2007 citado em APTF).
O terapeuta da fala também
deve atuar ao nível da informação/prevenção/formação, através de rastreios das
problemáticas linguísticas e comunicativas, da elaboração de ações informativas
à comunidade, e no ensino e na passagem de estratégias de trabalho.
Na
comunidade escolar, o Terapeuta da fala exerce um papel fundamental no apoio a
crianças com necessidades educativas especiais ea outras crianças com
problemáticas ao nível da comunicação. Tem uma função facilitadora e
impulsionadora das capacidades linguísticas e sociais, auxiliando no sucesso
escolar e prevenindo o abandono.
28 fevereiro 2013
PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL
O QUE É O PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL?
O processamento auditivo central engloba uma série de processos que envolvem predominantemente as estruturas do sistema nervoso central (vias auditivas e cérebro). O sistema auditivo periférico e o sistema auditivo central estão envolvidos na deteção, na análise e na interpretação de padrões sonoros. A via auditiva periférica encontra-se formada desde o nascimento e engloba o ouvido externo, o ouvido médio e o ouvido interno (Figura 1). É no ouvido interno que está localizada a cóclea, esta representa a componente sensorial que transforma o impulso sonoro em elétrico para que a componente neural receba, analise e programe uma resposta. Esta capacidade desenvolve-se nos primeiros anos de vida a partir da experimentação do mundo sonoro que aprendemos a ouvir.
Figura 1: Anatomia do ouvido (Figura retirada do manual Merck on-line, em http://www.manualmerck.net/artigos/?id=235&cn=1899#ige1
QUAIS SÃO AS COMPETÊNCIAS AUDITIVAS CENTRAIS?
- Sensação sonora: diferenciar sons de frequências, intensidades e durações distintas;
- Localização: localizar a fonte sonora;
- Atenção auditiva: dirigir a atenção para sinais acústicos relevantes e manter a atenção durante um período de tempo adequado;
- Separação da figura do fundo auditivo: identificar a fonte sonora principal num fundo de ruído;
- Reconhecimento: distinguir diferentes elementos fonémicos da fala que são acusticamente semelhantes;
- Fechamento auditivo: compreender a palavra ou mensagem total quando falta uma parte;
- Reconhecimento: distinguir diferentes elementos fonémicos da fala que são acusticamente semelhantes;
- Fechamento auditivo: compreender a palavra ou mensagem total quando falta uma parte;
- Síntese auditiva: juntar fonemas isolados para formar palavras;
- Análise auditiva: identificar os fonemas constituintes de uma palavra ou frase;
- Associação auditiva: relacionar as palavras com o seu significado;
- Memória auditiva: armazenar e evocar estímulos na ordem ou sequência correta.
O QUE É UMA PERTURBAÇÃO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL?
É uma dificuldade de processamento da informação auditiva no sistema nervoso central para analisar e/ou interpretar padrões sonoros. O comprometimento de uma ou mais competências auditivas, tais como: consciência fonológica, atenção, memória auditiva, síntese auditiva, e compreensão e interpretação da informação auditiva, poderá significar uma perturbação do processamento auditivo. A perturbação do processamento auditivo pode estar associada a uma imaturidade na linguagem, a uma dificuldade na capacidade de aprendizagem, nas competências de comunicação, a uma perturbação do défice de atenção e hiperatividade e/ou a dificuldades de leitura. As causas que conduzem a uma perturbação do processamento auditivo podem ser várias, desde genéticas até de desenvolvimento, entre muitas, a maioria não se consegue especificar.
QUANDO É QUE DEVEMOS AVALIAR O PROCESSAMENTO AUDITIVO?
Os sintomas da perturbação do processamento auditivo podem variar e ter diferentes formas de manifestação. Assim, a criança pode apresentar alguns destes Sinais e Sintomas:
- É excessivamente desatenta;
- Tem dificuldade em acompanhar uma conversa quando muitas pessoas falam ao mesmo tempo;
- Confunde a sequência dos acontecimentos quando os quer relatar, ou não compreende uma história ou anedota com duplo sentido;
- Tem dificuldade em pronunciar o /r, l, s, z/;
- Fica confusa ao narrar uma história ou quando tem que dar um recado;
- Apresenta dificuldades na escola, principalmente na matemática e no português;
- Apresenta dificuldade em línguas estrangeiras e educação musical;
- Demora muito a conseguir aprender a ler e a escrever;
- Troca muito as letras na escrita;
- Tem uma caligrafia má;
- Confunde sistematicamente a Direita e a Esquerda;
- Não consegue perceber bem os textos que lê;
- Tem dificuldade em memorizar as coisas;
- Tem reações exageradas a sons intensos;
- Não se relaciona adequadamente com crianças da mesma faixa etária;
- Tem antecedentes de infeções de repetição nos ouvidos (otites);
- Gagueja ao falar.
O QUE FAZER QUANDO SE SUSPEITA DE PERTURBAÇÃO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO?
A abordagem é multidisciplinar e permite recolher informações a nível educacional, social, linguagem/fala, cognitiva e fisiológica, de modo a se conseguir um diagnóstico e um plano terapêutico. A equipa pode ser composta por: otorrinolaringologistas, neurologistas, audiologistas, terapeutas da fala, psicólogos e professores.
QUAL O PRINCIPAL OBJECTIVO DA AVALIAÇÃO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO?
O objetivo da avaliação do processamento auditivo central é medir a capacidade da criança em reconhecer sons verbais e não-verbais, num ambiente com condições de audição difícil. Desta forma, pode-se inferir sobre a capacidade da criança em acompanhar uma conversação em ambientes desfavoráveis, determinar as inabilidades auditivas, ter um parâmetro de medida quantitativo da qualidade da audição, de forma a ajudar no diagnóstico e no tratamento das diversas alterações da comunicação oral e escrita.
O QUE FAZER QUANDO HÁ PERTURBAÇÃO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO?
As crianças com perturbação do processamento auditivo devem ser encaminhadas para um Terapeuta da Fala, que terá como base a intervenção e o acompanhamento, sempre que se verifiquem alterações a nível da linguagem, da fala e/ou outro problema cognitivo/comunicativo. A intervenção passa por fornecer às crianças a oportunidade de aprender a ouvir com atenção e a processar os estímulos verbais para que posteriormente possam compreender a conversação em diferentes situações e ambientes.
Manuel Viegas
Terapeuta da Fala
Terapeuta da Fala
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Bellis T, Anzalone A. (2008) Intervention Approaches for Individuals With (Central) Auditory Processing Disorder. The University of Dakota, Vermillion. Contemporary Issues in Communication Science and Disorders. Volume 35.
Engelmann L, Ferreira M. (2009) Avaliação do processamento auditivo em crianças com dificuldades de aprendizagem. Revista Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. 14(1): p. 69.
Santos L, Santos M, Neves C. (2010). Perturbação do Processamento Auditivo Central: Contributo dos Audiologistas e dos Terapeutas da Fala. Revista da Faculdade de Ciências da Saúde, nº 7. ISSN: 1646-0499.
Silva S (2007). Traços Acústicos e Perceptivos de Sons Não Verbais e da Fala. Páginas 15-17. Universidade de Aveiro. Secção Autónoma de Ciências da Saúde.
http://www.manualmerck.net/artigos/?id=235&cn=1899#ige1
28 janeiro 2013
À conversa com...
Na passada sexta-feira, dia 25 de janeiro, realizou-se a segunda sessão com pais, na EB1 Norte.
A problemática de alteração de comportamento, as dificuldades em gerir e modificar atitudes foram temas de interação com todos os agentes educativos.
| 2ª sessão - "Parentalidade: Manual de instruções para filhos e sarilhos"
|
Iniciou-se com uma atividade lúdica, no sentido de aproximar e descontarir todos os presentes e ao mesmo tempo fazer a ponte com a sessão anterior - sensibilizando para a necessidade de uma comunicação clara e presencial.
| Atividade - descrição de uma imagem, sem revelar o nome |
| Alguns registos realizados em grupos |
Foram dadas estratégias de intervenção para modificação de comportamentos e partilhadas algumas situações concretas.
Este projecto com pais pretende melhorar e promover a qualidade da relação
parental e educacional e simultaneamente incentivar todos os agentes educativos para um desenvolvimento saudável,
ajustado e adaptado aos menores.
Os docentes da EB1 Norte agradecem a todos os pais a sua presença e participação.
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